02 Fevereiro 2026
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IRS 2026 – Reforça a economia das famílias portuguesas

As alterações ao IRS previstas para 2026 trazem um impacto direto na economia das famílias, sobretudo na forma como o rendimento mensal é distribuído e gerido ao longo do ano. Com novas tabelas de retenção na fonte, o objetivo passa por aliviar a carga fiscal mensal, aumentar a previsibilidade financeira e criar condições mais equilibradas para o consumo e a poupança.

Menos retenção, mais rendimento disponível

Uma das mudanças mais relevantes prende-se com a isenção total de retenção na fonte para rendimentos até 920 euros mensais. Na prática, quem aufere o salário mínimo deixa de descontar IRS todos os meses, passando a receber a totalidade do rendimento bruto. Esta medida tem um efeito imediato na economia doméstica, sobretudo nos agregados mais vulneráveis, criando maior margem para fazer face às despesas essenciais.

Paralelamente, a atualização dos escalões e a redução das taxas intermédias ajustam o imposto à evolução do custo de vida. Embora, em muitos casos, a poupança mensal não seja elevada, o impacto acumulado ao longo do ano traduz-se num apoio significativo para a gestão do orçamento familiar, permitindo maior estabilidade e planeamento financeiro.

Consumo e poupança como motores da economia

Com mais dinheiro disponível ao final do mês, muitas famílias tendem a reforçar o consumo de bens essenciais, serviços ou pequenas melhorias no dia a dia. Este movimento tem reflexos positivos na economia local, dinamizando setores dependentes da procura interna e contribuindo para um ciclo económico mais equilibrado.

Ao mesmo tempo, a redução da diferença entre o imposto retido mensalmente e o valor final apurado no IRS diminui a dependência de reembolsos elevados. Para as famílias, isto significa um esforço fiscal mais distribuído ao longo do ano. Para a economia, representa maior previsibilidade e menor necessidade de correções posteriores.

Um impacto diferente consoante o rendimento

Os efeitos do IRS 2026 não são iguais para todos. Trabalhadores com rendimentos mais baixos beneficiam de forma mais direta da isenção e das reduções iniciais, enquanto os rendimentos médios sentem um alívio gradual. Os escalões mais elevados continuam a suportar uma fatia significativa do imposto, mantendo o princípio da progressividade fiscal.

A consideração de fatores como a composição do agregado familiar, existência de filhos ou situação conjugal introduz maior justiça no sistema, aproximando a tributação da realidade económica de cada família.

Economia mais previsível e famílias mais seguras

No conjunto, as mudanças ao IRS em 2026 reforçam a ligação entre política fiscal e economia real. Sem ruturas abruptas, estas medidas aliviam a pressão financeira, promovem um consumo mais consciente e contribuem para uma economia mais estável, baseada na confiança e na previsibilidade.

Para muitas famílias portuguesas, o IRS deixa de ser apenas um acerto anual e passa a ser um fator ativo na organização do orçamento mensal: um passo importante para decisões financeiras mais informadas e sustentáveis.

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