Desde 2024, o crédito habitação jovem tem ajudado milhares de jovens a comprar a primeira casa. Mais de 77 mil já o fizeram graças a este apoio. Mas há uma data que preocupa: 31 de dezembro de 2026.
A garantia pública, que permite financiamento a 100% do valor do imóvel, está apenas garantida até essa data. Se não for renovada, quem esperar por 2027 pode perder benefícios importantes. E com a Euribor a subir novamente, o adiamento pode sair mais caro do que parece.
O que pode perder se esperar?
Se as medidas terminarem, os jovens podem perder:
– Isenção de IMT e Imposto do Selo, uma poupança que pode ultrapassar os 15 mil euros.
– Garantia pública do Estado, que permite financiar até 100% da casa (sem precisar de dar os 10% de entrada).
– Condições especiais de financiamento, como spreads mais baixos e taxas competitivas.
A diferença entre comprar em 2026 ou em 2027 pode ser de dezenas de milhares de euros ao longo do empréstimo. E ninguém garante que os apoios vão continuar. Mesmo que algumas medidas se mantenham, as condições podem ser menos vantajosas.
O que fazer então?
Se está a pensar comprar casa e tem menos de 35 anos, o momento de decidir é agora. Não significa que tenha de comprar amanhã. Mas sim que deve:
– Simular o seu orçamento e perceber se consegue avançar.
– Comparar propostas de crédito habitação jovem em vários bancos.
– Pedir ajuda a um intermediário de crédito ou a uma imobiliária de confiança.
– Não adiar a decisão sem ter a certeza de que não vai perder benefícios.
Esperar por 2027 pode ser arriscado. Por isso, se está elegível e tem condições, 2026 pode ser o momento certo para dar o passo. Fale com quem percebe do assunto e tome uma decisão informada.